A Umbanda é uma religião aberta, ou seja, livre e em constante evolução.

Assim como existem várias formas de pensar e entender Deus, existem várias formas de compreender, pensar e fazer a religião de Umbanda. A diversidade de interpretação e de formas que a mesma é praticada é enorme e varia de região para região, de templo para templo (terreiro), de sacerdote para sacerdote.

A Umbanda não teve, não tem e nunca terá uma codificação ou mesmo um codificador.

A Umbanda nunca possuiu e não possui um livro sagrado, um poder central, nem um pontífice de forma a estabelecer formas ou normas de cultos.

Existe sim na Umbanda várias correntes de pensamentos que podem estar nas bases doutrinárias e litúrgicas de um templo, mas a verdadeira base, a verdadeira liturgia de um templo de Umbanda é aquela que é passada pela espiritualidade responsável pelo mesmo.

Assim entendemos que não cabe a nós e nem a ninguém falar em nome da Umbanda como um todo, mas sim e apenas da forma que cada um a compreende e a pratica dentro de seu templo, visto que cada templo, cada sacerdote tem sua “bagagem” espiritual (raiz, origem, formação e fundamentação) e em todos eles dentro da essência do Bem, o sagrado vibra de forma intensa através dos Orixás, dos Guias de Lei e dos médiuns realmente comprometidos com os ideais da casa e da religião que em conjunto atuam em conformidade com a capacidade de entendimento e necessidade de cada agrupamento mediúnico.

Tendo isso em vista, compreendemos que cada Templo de Umbanda são unidades independentes, autónomas e livres. Não existindo um código de doutrina padronizada que regerá a forma desse templo.

Todas as palestras, todos os textos e todos os cursos que fazemos têm única e exclusivamente a ver com a forma que vemos, compreendemos, pensamos e vivenciamos a espiritualidade e a religião em nosso templo, independente dessa forma se coadunar ou não com outras correntes de pensamento.

Não é do nosso interesse sermos os donos da verdade, apenas dar apoio e assistências aqueles que de alguma forma se identificam com nossa linha de entendimento e trabalho, procurando trabalhar dentro da ética cósmica e da moral crística que nós ensina: “não faça a ninguém o que não queres que te façam”; e “amai a Deus acima de todas as coisas e aos outros como a si mesmo”.

Heldney Cals
José Santiago Jr.