O bom proceder, não é uma ação de ser bonzinho e nem uma questão de moralidade. Na realidade é muito mais do que isso.

Exu e Ogum nos ensinam que o bom proceder é o desenvolvimento de nosso carácter e de nossas posturas. Isso acontece quando procuramos agir da forma que esperemos que os outros ajam connosco. Ou seja, o que esperamos dos outros é o mesmo comportamento que devemos ter connosco. Exigir dos outros o que não fazemos ou nos damos é hipocrisia.

Postura, carácter exige do ser organização e responsabilidade.

Todas as pessoas que buscam por um caminho espiritual querem um bom caminho, uma boa qualidade de vida.

Só que para conseguir isso, é necessário que o individuo cresça, amadureça e assuma a responsabilidade por si e pela sua própria vida.

O ser que não assume a responsabilidade por si é infantil e a infantilidade não corresponde ao estado de bom proceder.

Quando o indivíduo se coloca na posição de vítima, ou de não assumir a responsabilidade pelas circunstâncias em que vive, ele limita a ação benevolente dos Orixás em sua vida.

Por mais que ele busque a ajuda espiritual, por mais que ele tenha sofrido ações danosas em seu destino, só assumindo as responsabilidades pelo que de bom ou de mal que acontece em sua vida é que ele cria as condições interiores para receber ajuda.

Orixás, guias, dirigentes, médiuns fazem o melhor que podem, mas a autorização dependerá sempre da postura interior do indivíduo.

De nada adianta fazer uma oferenda se o comportamento não for compatível com o propósito desejado.

“Se caráter fosse pernas,
 o mundo estaria cheio de aleijados”
Exu Sete Covas

Heldney Cals