De um modo geral, todos os rituais mágicos, religiosos e espirituais são bastante efectivos. Ou seja, eles agem e funcionam sempre. Porém a forma de acção e o resultado não dependem exclusivamente do ritual por si só.

Isso significa que os rituais vêm criar os meios, vêm dar as condições para que possamos assentar em nós uma energia, uma vibração adequada, para que tenhamos as melhores condições possíveis (energeticamente falando) de resolver o nosso problema, de buscar o que é nosso por direito.

Lembre-se de que ninguém vai nos dar o que não nos pertence, ninguém vai nos dar algo se nós não fizermos por onde e que no universo nada é dado, tudo é conquistado.

Assim, o propósito de um ritual é criar um campo vibratório coadunante com aquilo que nós precisamos, com aquilo que vamos através de nossa força de vontade, de nossa fé, de nossa acção buscar, fazer por merecer, pois só assim algo pode ser de facto meu.

Aqui, se faz importante lembrar ou esclarecer, que toda acção energética, magística e mediúnica se estabelece em nossa vida através da lei de ressonância, que nesse caso representa a média do que vibramos em nosso íntimo.

Por isso a força de realização e o campo de acção do ritual irá sempre depender de quanto ou não estamos conectados com ele, em sintonia com o objectivo proposto.

Vamos a um exemplo:

Eu faço um ritual de descarrego e de desobsessão. Porém eu não me coloco em uma posição íntima, em uma postura real de mudança. Eu quero apenas me ver livre daquela situação incomoda e continuar minha vida com as mesmas ações que estão na causa do meu problema.

O ritual vai actuar?

Claro que sim, mas não com a força, com a intensidade necessária, pois ele não está encontrando a ambiência interna necessária para ele poder ancorar ou se instalar.

Nesse caso ele vai realizar um descarrego e até enfraquecer as conexões que ligam o individuo aos espíritos obsessores, inclusive os beneficiando também.

Mas como não existe uma ação real de transformação íntima, a sintonia vibratória volta a se restabelecer, ou a se fortificar e pessoa continua com o mesmo problema.

A culpa é do ritual?

Claro que não.

O ritual foi eficiente, ele agiu. Apenas não trouxe o resultado esperado por não ter encontrado ambiência interna necessária, a equivalência energética propícia, uma ressonância magnética suficientemente adequada para poder agir com maior intensidade.

O ritual fez sua parte: limpou, descarregou, enfraqueceu, ou mesmo cortou as conexões de sintonia espiritual e emocional, mas como não houve uma intenção clara de transformação íntima, interna, a própria pessoa volta a restabelecer sintonia espiritual com os espíritos obsessores.

Por isso que muitas vezes não basta realizar o ritual, não basta realizar uma magia efectiva, tem que haver mudança interior, uma lapidação interna, uma reforma intima. Ou seja, uma vontade real de reciclar o conteúdo de seus pensamentos, de reordenar o seu emocional e estabelecer uma maior coerência comportamental.