Magia…

A Umbanda é uma religião magística por excelência, tendo como uma de suas funções a quebra, o corte ou o “desmagiamento” de ações mágicas de ordem negativas ou trevosas.

A magia é algo comum e natural as práticas espirituais e religiosas da humanidade.

Toda e qualquer religião têm suas fórmulas de transformação da realidade em benefícios de seus fiéis.

Sua ação é talvez a primeira forma de encontro ou contato com o sagrado e é praticada e entendida de várias maneiras e formas. Sua prática, tal como sua ação é muito mais comum do que se imagina.

Lembro que a Magia em sua essência traz valores e magnetismos divinos, toda e qualquer ação negativa realizada por elas é uma deturpação do seu propósito original de auxiliar e transmutar acontecimentos, ou situações desordenadas.

Enquanto religião magística a magia de Umbanda é única e exclusivamente praticada para o bem. Sei que aparecerá sempre a questão: “mas o bem e o mal são relativos.”

É verdade, mas compreendemos o bem no sentido de a praticarmos sem a intensão de prejudicar ninguém:

“Não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem a você”

Confúcio

Por isso a magia de Umbanda não pode nunca ir no sentido de fazer o mal a quem quer quê seja, pois ninguém gostaria que os outros nos fizessem mal, certo?

Entendemos que a magia desvirtuada é sempre direcionada no sentido contrário a dádiva do livre-arbítrio (direito de escolha) ou para o prejuízo de algo ou alguém.

Esse tipo de ação, independente dos poderes divinos evocados é contrário a prática religiosa. Não importa se estou clamando a um Orixá, a um Santo, etc. Pois sabemos que os Poderes Maiores da criação não se prestam a esse tipo de ação. Mas também sabemos que “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma[1] e que uma ação negativa direcionada a uma divindade positiva não encontrará nenhuma ressonância.

Porém, não é por não encontrar ressonância que ela se perde, afinal nada se perde, e quando uma divindade positiva não escuta, há quem escute. [2]

A conexão com os poderes de uma divindade, independente da forma que o fazemos se dar através dos sentimentos vibrados e não apenas pelo nome. Afinal não devemos pronunciar o nome de Deus e de suas divindades em vão.

Assim muitas pessoas com as mais “puras intensões” e com os mais desvirtuados sentimentos clamam muitas vezes em nome de sua fé contra o livre-arbítrio e prejuízo do próximo, por isso que se diz: “que de boas intenções o inferno está cheio”.

Esse tipo de ação bastante comum, podemos classificar como magia negativa simples e com certeza você já deve ter sido alvo ou mesmo ter realizado alguma vez sem se dar conta do que estava a fazer.

Esse tipo de magia é extremamente fácil de ser cortado pelos Guias de Umbanda ou mesmo por seus dirigentes que conhecem várias formas de o fazer.

Porém existem outras magias muito mais complexas e de difícil solução, que ao serem mexidas provocam fortes reações. Essas magias são realizadas por pessoas conhecedoras do assunto e com o propósito claro de prejudicar a vida de um semelhante, de uma empresa, etc.

Seja qual for o caso, a Umbanda com mais ou menos trabalho, afinal na espiritualidade nem tudo é tão linear como nós gostaríamos, consegue dentro de sua Lei (“Quem deve paga! Quem merece recebe!”) tratar e anular esses tipos de ações degeneradas que muitas vezes estão a envolver um médium ou um assistido.

Assim temos no desmagiamento de Umbanda uma ação terapêutica de cura, seja ela de ordem espiritual, material ou mesmo física

Lembro que os Guias de Umbanda são Magos da Luz, extremamente conhecedores desses tipos de ação desvirtuada, por isso excelentes anuladores de demanda, apesar de muitas, se não na maioria das vezes nunca informarem seus filhos deste tipo de ação.


[1] Lavoisier

[2] Não vamos entrar aqui em detalhes por ser um assunto complexo, mas saibam que no universo existem poderes sustentadores da Luz e seus opostos