Lições dos Guias

O trabalhador é meu, mas o pensador é seu”!

Depois de algum tempo frequentando a Umbanda, quando tinha aproximadamente catorze anos escutei pela primeira vez esse ensinamento por partes dos Guias que assessoravam D. Francisca[1].

De início não entendia bem o que os Guias queriam dizer com essa afirmação, por isso, me concentrava com todas as minhas forças na hora de tomar um passe ou mesmo receber o receituário mágico dos Guias.

Porém, todas as semanas eu ia ao terreiro, e todas as semanas, na hora em que eu era atendido escutava o mesmo ensinamento: “filho, o trabalhador é meu, mas o pensador é seu!” E assim Ler restante »

A pressa de incorporar

É comum e natural a pressa que alguns médiuns iniciantes tem em incorporar, ou mesmo desenvolver outras qualidades mediúnicas.

É preciso compreender que desenvolver a mediunidade não é entrar num terreiro e já “sair incorporando”.

Entendemos a pressa do médium em “se desenvolver” e em trabalhar e aprender com seus Guias.

Mas para isso torna-se necessário um tempo de maturação por parte do médium, não só apenas perante sua própria mediunidade e seu desenvolvimento, mas também perante si mesmo, perante a sua religião e acima de tudo da responsabilidade do serviço mediúnico. Ler restante »

A fé que sustenta

Pai António, na sua simplicidade está sempre nos oferecendo alguns minutos de sabedoria com suas humildes palavras.

Numa gira ao ser questionado por um dos filhos de nossa casa que “não acreditava mais em nada” sobre a fé, Pai António nos mostra sua sapiência mais ou menos com as seguintes palavras que agora vou narrar de acordo com o meu entendimento.

– “Filho, existe duas maneiras de caminhar na vida, uma é segurando a mão de Oxalá, e a outra é sozinho.

Aqueles que seguram a mão de Oxalá podem tropeçar no caminho, podem se magoar, se desequilibrar mas nunca irão cair.

Aquele que resolve se soltar da mão de Oxalá e caminhar sozinho, corre os mesmos riscos, pois ninguém está livre dos tropeços, Ler restante »

A razão das coisas

Essa lição foi-me dada há muito tempo atrás, ainda na minha adolescência, mas como tenho pensado muito nela ultimamente, resolvi relata-la.

Certo dia, após ter vivenciado uma situação um pouco complicada e de estar bastante “chateado” por isso, resolvi ir para meu quarto, pensar na vida.

Pouco tempo depois, senti a presença amiga e familiar de Pai António, o “meu” preto velho.

Resolvi não dar muita atenção, afinal, eu não estava muito “virado” para “essas coisas”.

Depois de algum tempo em silêncio, escutei sua voz amiga me questionar: Ler restante »

Lição de Preto Velho

Antes de passar esta lição do Preto velho, vou explicar o porquê dela.

Certo dia, durante uma gira, o Preto velho mandou que o seu “cavalinho” (médium) fosse fazer um trabalho na casa de uma das suas filhas (consulente) que morava numa cidade diferente da do seu médium.

Como existia uma grande distância a ser percorrida, o médium combinou com a assistente que as despesas de deslocação ficariam por sua conta.

No dia combinado, segue o médium e seu cambone para realizar o tal trabalho pedido pela entidade. Chegando a casa da consulente no horário combinado teve uma grande surpresa Ler restante »

8 de Março – Dia de Pombagira

Estava imerso nos meus trabalhos quando senti a proximidade de um dos Guias, ou melhor, de uma das Guias. Parei para perceber melhor e escutei:

– Boa noite, moço.

– Boa noite, minha senhora. Tudo bem? Posso ser útil em alguma coisa?

– Comigo está sempre tudo bem, moço. (gargalhada) Obrigada pela sua gentileza.

– Não tem de quê, minha mãe à minha esquerda.

– Sabe, moço, agradeço seu carinho e o seu respeito, não são todos que o têm, mas estou longe de ter um filho barbado. (gargalhada).

– Entendo, minha senhora…

– Mas tudo bem, meu filho. (gargalhada escrachada) Sabe, moço, estava vendo a movimentação e sei que haverá trabalhos na minha banda. Fico contente por isso, mas não consigo entender uma coisa.

– O quê, minha mãe? –  ri-me, já pressentindo o que vinha. Ler restante »